Poeminha dos setenta anos
As tantas horas vividas,
lindas horas, minhas viúvas,
dizem, de riso perdidas:
"Tira o cavalo da chuva!"
Da chuva tirei-o, pois,
e, como o bom senso manda,
ficamos a sós, os dois
vendo a chuva da varanda.
"Ai, cavalo, ai, cavalinho,
não me comas essa flor
que abriu nesse vasinho
onde estava escrito AMOR"!
(Mario Quintana)
Como os leitores a amigos do Prosa podem ver, pelo poema acima, nosso terno Quintana, aos setenta anos, era puro lirismo...















